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VAR ou não VAR, eis a questão!

  • Autor: Christiane Costa
  • 21/10/2019
  • 02:34

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Árbitro de Vídeo foi criado com missão de levar justiça ao futebol, mas tem criado confusão. 

A ideia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ao instalar o “Video Assistant Referee”, mais  conhecido como VAR, no Campeonato Brasileiro da Série A e Copa do Brasil, era minimizar os erros  de arbitragem e levar justiça ao futebol. No entanto, desde o primeiro jogo das duas competições, o  árbitro de vídeo vem colecionando uma polêmica atrás da outra. Não existe rodada em que o VAR  não tome pancada de torcedores, dirigentes e até mesmo da imprensa.  Mas você, antes de criticar, sabe de fato qual a missão do VAR em campo? O recurso só pode ser  utilizado em momentos específicos, como para verificar se foi gol ou não; análise de penalidade;  cartão vermelho direto; e identificação equivocada de jogadores ao receber cartões. Mais  recentemente, a CBF deixou que os torcedores assistam às mesmas imagens que os árbitros de vídeo observam durante as transmissões de televisão de jogos em que houver revisões de lances. 

Veja o que os torcedores podem ver e o que continuará restrito: 

 

Tempo real e câmeras exclusivas 

As imagens mostradas na TV serão em tempo real, isto é, o que o árbitro de vídeo estiver vendo passará para o telespectador. Assim, o torcedor poderá acompanhar o processo de decisão dos juízes em vez de ficar no escuro. Há alguns casos em jogos com poucas câmeras da TV que a CBF disponibiliza câmeras extras para completar o número mínimo de oito. 

 

Quantas são as câmeras do VAR no Brasil? 

O número varia entre 8 e 26 câmeras, dependendo do interesse da emissora pela partida. Há jogos em que as TVs só levam 7 equipamentos e a CBF complementa para ter o número mínimo. E há jogos com imagens de mais de uma emissora e a CBF recebe o retorno com todas as câmeras disponíveis. 

 

Áudios de árbitros continuam privados 

Não serão mostradas as conversas entre os árbitros de campo e os de vídeo. A CBF entende que há ali um tom mais informal e que proteger os áudios evita expor os árbitros. Já houve exibição de áudios quando solicitados pela Justiça Desportiva ou para fins educativos como na apresentação feita por Leonardo Gaciba, da CBF, com relatório do VAR. 

 

Efeitos especiais 

Nos lances de impedimento, o torcedor poderá ver uma linha paralela às do campo para determinar se o atacante está ou não a frente do zagueiro. Não é apenas uma linha como fazia a Globo com o antigo tira-teima. Há também uma linha perpendicular que sobe para avaliar todo o corpo do jogador, com exceção dos braços que não contam para impedimento. Uma observação é que a câmera que pode verificar o impedimento é a paralela à jogada, não a que pega a imagem de trás ou 

da frente. 

 

Imagens nos estádios 

A ideia da CBF é exibir imagens do VAR nos telões dos estádios, mas isso ainda não é certo. Isso depende de acordo com os administradores dos estádios e da viabilidade técnica do telão. Nem todos os estádios têm essa possibilidade, o que levou Gaciba a reconhecer que isso pode ser injusto com alguns torcedores. As imagens do VAR no estádio, no entanto, devem ser exibidas após o reinício do jogo porque há limitações pelas regras da FIFA. 

 

Paulo Henrique Silva Pinheiro é advogado, presidente do Instituto Goiano de Direito Desportivo (IGoDD), gestor de futebol pela CBF e coordenador do curso de pós-graduação em Direito e Gestão de Negócios Esportivos na Fasam – Faculdade Sul-Americana
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