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Revista colombiana publica trabalho de professor da Fasam que viveu na aldeia dos Índios Krahô para pesquisa de campo

  • Autor: Jordana Oficina
  • 22/10/2018
  • 10:16

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A conectividade com a Ecologia e os povos tradicionais pela internet foi tema do trabalho assinado junto a especialista pós-doutorado pela Sorbonne

 

Após passar oito meses vivendo com os índios Krahô, na divisa do Tocantins com o Maranhão, em uma pesquisa científica de campo, o professor do curso de graduação em Jornalismo da Fasam, Thiago Franco, teve seu trabalho publicado pela última edição da revista colombiana Qualis A “Palabra Clave”.

No artigo assinado junto ao seu orientador da Universidade de São Paulo (USP) pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Paris Descartes V, Sorbonne, Massimo Di Felice, o professor da Fasam fala sobre a experiência que vivenciamos a partir da internet e como é a conectividade digital com a Ecologia e com os povos tradicionais.

“Atualmente, grande parte do conhecimento que temos é intermediado por algum tipo de mídia que está na internet e vários dos rituais tradicionais de uma aldeia são praticados e transmitidos pela rede digital”, afirma Thiago Franco, que é membro do Centro Internacional de Pesquisa ATOPOS (USP).

Durante estadia na Terra Indígena Kraolândia, situada nos municípios de Goiatins e Itacajá, Franco observou que o ritual “Machadinha Krahô”, caro às tradições desse povo tem transmissão ao vivo, possibilitando a qualquer pessoa se sentir como um membro da etnia com acesso a um ritual, até então, restrito à aldeia.

“A experiência física e digital não se separam uma da outra, mas são diferentes, embora muitos não percebam essa distinção, que influencia muito a forma das pessoas interpretarem o mundo. Observamos que muitas vezes há tanta conexão digital que a vivência do mundo físico é esquecida e as pessoas acabando restringindo a relação com a ecologia somente pela internet, não percebendo problemas como o desmatamento e a água escassa”, comenta o pesquisador que comemora a publicação na revista colombiana, depois dos dois anos de espera.

 

Sobre os Índios Krahô

São 2.292 índios Krahô que vivem em 28 aldeias espalhadas no norte do Tocantins. Em 1930, os Krahô inda.gados pelo etnólogo Curt Nimuendajú traduziram seu nome como “pêlo (hô) de paca (cra)”. Na sua reafirmação étnica, eles foram em 1986 ao Museu Paulista, em busca da recuperação do simbólico machado semilunar. A língua dos Krahô é a mesma falada pelos demais Timbira que vivem ao leste do rio Tocantins. Desta língua, o dialeto mais divergente (quiçá uma outra língua) é o dos Apinayé, os únicos Timbira que vivem a oeste do citado rio.

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